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Employer Branding. You’re a rocket star.

Considerando hoje um tema que preocupa muitos profissionais de Recursos Humanos, existe a dúvida de como se implementa uma estratégia de Employer Branding e por isso tornou-se obrigatório acompanhar a “tendência” de Employer Branding. Vejo muitas vezes confusão com o que será valorização da marca empregadora, com direitos e deveres contratuais ou simplesmente seguir uma tendência com (um excesso) de medidas, grande parte das vezes apenas porque fica bem na fotografia, (quem não gosta de ver um escorrega e uns sofás catitas na sala de reuniões que deixou de existir e que ninguém utiliza??).

Vou explicar da forma mais simples possível afinal o que é isto de Employer Branding, (na prática, não na teoria). O colaborador de hoje tem necessidades e objetivos diferentes na sua vida pessoal e profissional. Isto resultou em que as organizações também se tenham adaptado ao planear a comunicação que fazem com os seus colaboradores, de forma a reter o talento identificado, bem como tornar cada um deles os seus primeiros embaixadores da marca.

Hoje conseguimos traduzir o mercado de trabalho, de forma simples (mas não simplista!), como um sistema de compra e venda, em que os candidatos se vendem (e cada vez mais de forma robusta com Personal Branding bem estruturado e impactante), mas em simultâneo compram o que determinada organização tem para oferecer.

É importante que esta relação seja simbiótica e para isso tem de ser planeada, quer em atividades quer em investimento, para que todo o processo de Employer Branding seja focado no publico alvo, esteja alinhado com os objetivos estratégicos da organização para que desenvolva a Employee Value Proposition (EPV) e criar assim uma posição atraente no mercado de trabalho. Definitivamente se a organização considerar um custo e não um investimento, simplesmente não vai funcionar.

A empresa perfeita?

As organizações precisam de entender que Employer Branding não é uma responsabilidade de nenhum departamento em concreto, mas sim uma forma de estar, viver e sentir a cultura organizacional. Para ter impacto, tem necessariamente que ser um trabalho de dentro para fora. E quando vemos, e existem de facto algumas organizações, que apenas se preocupam com a imagem externa, acaba por resultar numa fraca retenção de talentos, uma grande percentagem de turnover e que rapidamente poderá resultar em problemas na sua Gestão.

A imagem que a organização transmite, terá de ser fiel à promessa feita pela estratégia de Employer Branding da organização, pois será através desta experiência, dos atributos e qualidades, não apenas pela política de recompensas, como o impacto dos projetos sociais que a empresa se envolve, vai conseguir apelar e criar identificação nos colaboradores, para que prosperem e resultem em excelentes desempenhos. A cultura organizacional acaba por ser um veículo condutor de toda a brand, trabalhada internamente e depois comunicada para o exterior.

Fazer o alinhamento dos valores organizacionais com a criação de uma marca atrativa, definir as orientações da marca nas áreas que afetam a perceção da organização com “a great place to work”, promover Benchmark face a outras organizações no sector, promover de forma holística a coerência, honestidade e transparência. Esta será, se é que existe algum segredo na fórmula mais próxima de implementação (bem sucedida!) de uma estratégia de Employer Branding.

O colaborador perfeito.

Numa anterior Gestão de Recursos Humanos “criamos” a ilusão de colaborador perfeito, e durante algum tempo alguns perfis foram sendo salvos pelos resultados (ás vezes com alguns golpes de sorte que não tinham validade infinita). A Employee Value Proposition (EVP) representa tudo o que uma organização tem para oferecer aos colaboradores atuais e futuros, e sendo valorizado por eles, pode reforçar a sua vontade de permanecer e entrar na organização, respetivamente.

O tema do valor de salário e condições financeiras, podem ser subvalorizadas face a condições não financeiras, são importantes para a atração e retenção de pessoas na organização e integra a atração da própria organização no mercado de trabalho, a responsabilidade, o respeito pela diversidade e inclusão, o equilíbrio work-life balance e as oportunidades de crescimento pessoal e profissional resultam numa reputação e potenciam a marca.

Para o desenvolvimento da Employee Value Proposition (EVP) é fundamental analisar o que a organização tem para oferecer considerando a reputação que tem no mercado de trabalho, ambiente organizacional, a localização, as oportunidades de carreira disponíveis, a formação e promoção de oportunidades de desenvolvimento dos conhecimentos e as condições assumidas na sua relação contratual futura.

Toda esta dinâmica se não for desenvolvida junto da organização, de forma clara, a estratégia de Employer Branding, não existe EPV, por muito valor que acrescente, que sobreviva ao interesse, ou melhor na falta de interesse dos colaboradores.

You're a rocket star.

Fazer o design de uma estratégia de Employer Branding não é seguramente nada fácil. Um processo de Employer Branding, na sua enorme complexidade, só poderá ser bem-sucedido se for transparente na imagem dos valores que comunica, bem como na promessa do EVP que oferece. Existe atualmente a dúvida, da responsabilidade deste processo, muitas vezes assumida pelos departamentos de recursos humanos ou então de marketing e comunicação das organizações. Não importa tanto que o faz mas sim como se faz.

Fotografia Beautiful Branding Agency

Pela experiência que tenho na área, deve ser trabalhada a inteligência coletiva de toda a organização para que reforce a cultura organizacional, torne ágil qualquer atividade implementada e que pela transparência no tema exista uma ligação profunda e sentida de cada colaborador com a organização. Talvez estes sejam os ingredientes principais para a receita ser servida, contudo o sucesso será de quem assume a implementação, por isso defendo que será por todos os lideres que qualquer intervenção deve começar pois são a ligação mais próxima do colaborador. Defendo que seja um mindset a implemetar e não apenas uma função de um ou dois departamentos, por isso são tão poucas as estratégias de Employer Branding a funcionar na sua realidade pois estão focadas apenas em resultados imediatos, de redes sociais e de números de candidaturas em recrutamento e seleção.

Employer Branding trabalha, sem dúvida, uma imagem atraente no mercado de trabalho, quer reter e atrair talento, mas é definitivamente muito mais do que uma simples fotografia bonita. Precisa de ser sentida. Sente?

 

Com carinho,

Raquel

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